quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Produção Quilombola

As vezes nos diferentes espaços que participamos precisamos explicar como se dá a produção na Comunidade Corredor dos Munhós.
A primeira coisa que sempre explico é que a comunidade é composta por trabalhadores assalariados, seja no campo ou na cidade. Todas as famílias da Comunidade, atualmente estão trabalhando.
Além deste trabalho as famílias tem relação com a sua terra. 
Produzimos milho, feijão, frutas e outros produtos de subsistência.
Além da criação do gado, de ovelhas e dos cavalos.
Assim vivemos a lida do dia a dia em volta do cercado, da horta e do bicharedo!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Corredor dos Munhos participa de publicação sobre PCTs do PAMPA

A publicação, que traz depoimentos e informações sobre povos e comunidades tradicionais e sobre a biodiversidade do Pampa, foi elaborada de forma coletiva, a partir do Projeto Pampa, executado pela Fundação Luterana de Diaconia (FLD), com apoio de Pão para o Mundo (PPM). O processo de elaboração do material contou com a parceria da Articulação Pacari e do Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa, criado em 2015, no I Encontro de Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa, promovido pela FLD, em Porto Alegre (RS).
Além de mestre Preto, falaram ainda a secretária executiva da FLD, Cibele Kuss, a assessora programática da FLD, Juliana Mazurana, a representante da Articulação Pacari, Lourdes Cardozo Laureano, e outras e outros representantes de comunidades e povos: Amilton Cesar Camargo e Nilo Dias, comunidades quilombolas, Mariglei Dias de Lima, benzedeiras e benzedores; Marcos Sanchez Blanco, pecuaristas familiares; Rosecler Winter, povo cigano; João Carlos Padilha, povos indígenas; Carlos Adriano Leite, pescadoras e pescadores artesanais; e Carmo Thum, povo pomerano.
Nas mensagens, uma palavra apareceu com força: invisibilidade. “No início do projeto, nos demos conta da importância da criação de um comitê, para trabalharmos a questão de a região ser tão desconhecida”, disse Amilton Cesar Camargo. “Uma das primeiras ações organizadas pelo grupo foi o levantamento do que temos em sociobiodiversidade na região. A publicação é um dos resultados desse trabalho, feito a muitas mãos”. 
Uma equipe, composta por integrantes do Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais, da FLD e da Pacari, percorreu, durante alguns meses, 21 municípios da região, dialogando com centenas de pessoas de comunidades quilombolas, benzedeiras e benzedores, pecuaristas familiares, povo cigano, povos indígenas, pescadoras e pescadores artesanais, povo de terreiro e povo pomerano. 
Conforme consta na publicação, “foi a partir da autoafirmação das pessoas e dos grupos envolvidos que se evidenciaram estas oito identidades sociais, sem desconsiderar, no entanto, suas múltiplas identidades: uma única pessoa pode se identificar como mulher, quilombola, pecuarista familiar, benzedeira, parteira, além de agricultora e artesã”.
O livro está disponível aqui para download.
Veja mais em: www.fld.com.br

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Corredor dos Munhos participa da 7ª Expo Alto Camaquã

O Quilombo Corredor dos Munhos participou da 7ª Expo Alto Camaquã que ocorreu entre os dias 08 a 10 de julho de 2016, em Bagé/RS.
A Comunidade participou de estande com produtos artesanais em lã, cucas e biscoitos. Além disso, a Comunidade levou para a Exposição, produtos dos grupos Tecelagem Lavrense e Sabor da Terra.

Veja mais no link:  http://fld.com.br/projetopampa/blog/fld-visita-7-expo-alto-camaqua-em-bage-rs/



sexta-feira, 17 de junho de 2016

Documentário foi gravado no Corredor dos Munhos


O Documentário Permacultura na Pampa foi gravado em 2015 em diversas comunidades quilombolas e assentamentos da Pampa Gaúcha.

A Comunidade Quilombola Corredor dos Munhós apresenta a bioconstrução e sua cultura.

Apoio: FLD - IPEP - Coletivo Catarse

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Entrega de Equipamentos Projeto Vida no Quilombo

Hoje, dia 13 de janeiro, foram entregues os equipamentos do Projeto Vida Nova no Quilombo para fortalecer a produção de frutas e hortaliças na Comunidade Quilombola Corredor dos Munhos. A atividade foi acompanhada pela Assessora de Projetos da FLD, Julia Witt e pelo Coordenador do IPEP, João Rocket, ambos do Projeto Pampa, que acompanharam o primeiro uso de um Microtrator com Enxada Rotativa.

De acordo com o Coordenador da Comunidade, Amilton Camargo, além da entrega dos equipamentos o projeto prevê a execução de oficinas com a comunidade no sentido de fortalecer a economia local, gerando renda para as famílias. " Além de gerar renda queremos resgatar alguns dos saberes populares na produção de alimento como o uso de sementes crioulas e o plantio consorciado que chamamos de hortão.", completou Camargo.

O projeto Vida Nova no Quilombo é coordenado pela Associação Comunitária Quilombo Corredor dos Munhos e tem o apoio da Fundação Luterana de Diaconia - FLD.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

IV Encontro Cultural do Quilombo Corredor dos Munhós

Mais de 130 integrantes das Famílias Munhos e Camargo pertencentes ao Quilombo Corredor dos Munhos estiveram reunidos dia 03 de janeiro, no Rancho da Vó Bebê, em Lavras do Sul. 
O encontro busca aproximar as diferentes gerações e garantir a continuidade dos saberes tradicionais, fazendo com que as crianças e os jovens não percam suas raízes, fortalecendo a construção da identidade como pertencente a comunidade quilombola.






Fotos: Divulgação


domingo, 13 de dezembro de 2015

Curso de Bioconstrução no Corredor dos Munhos

Aula teórica com João Rockett
A Comunidade Quilombola Corredor dos Munhos recebeu nos dias 09, 10 e 11 de dezembro, 18 pessoas integrantes do Curso de Formação de Multiplicadores em Permacultura - Projeto Pampa, coordenado pelo Instituto de Permacultura do Pampa - IPEP e pela Fundação Luterana de Diaconia - FLD, onde foi realizado o Módulo de Bioconstrução.

A turma formada por agricultores familiares, pecuaristas familiares, assentados da reforma agrária e integrantes das Comunidade Quilombolas Rincão da Chirca de Rosário do Sul e Rincão dos Fernandes de Uruguaiana puderam trocar conhecimentos sobre construção com terra e outros materiais locais como madeira, chirca, capim, palha, areia, entre outros.

Conforme o Coordenador do IPEP, João Rockett, quanto mais ao norte do Estado encontram-se as casas de pau-a-pique pela fartura da madeira e terra, enquanto na Fronteira-Oeste é mais fácil encontrar casas de torrão pela quantidade de terra argilosa nas várzeas. "Aqui, no Quilombo Corredor dos Munhos encontramos os dois tipos de construção, até na mesma casa", observou Rockett.

Atividade foi registrada em vídeo pelo Coletivo Catarse
Durante o Curso foi construído um dormitório com cobertura de Capim Santa Fé do Tipo Escova e do Tipo Escadinha e com paredes de pau-a-pique com os materiais disponíveis na comunidade. "Para a comunidade este tipo de ação ajuda a melhorar os processos construtivos, usando novas técnicas que ajudam dar um melhor acabamento nas moradias, ao mesmo tempo em que resgatamos os conhecimentos tradicionais de construção." Afirmou, Amilton Camargo, Coordenador da Comunidade Quilombola Corredor dos Munhós.
 
Ronaldo mostra Pau-a-Pique com Galhos de Pitangueira

 



Telhado de Capim
Reboco com terra

Sovando o barro...
Casa quase pronta




Fotos: Corredor dos Munhos e IPEP

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Quilombola Corredor dos Munhos recebe visita da FLD

Foto: Vital Moreira
A Fundação Luterana de Diaconia - FLD esteve hoje, dia 31 de agosto, na Comunidade Quilombola Corredor dos Munhos. A equipe formada pela Coordenadora Programática da FLD, Juliana Mazurana e as Assessoras de Projeto Graziella Emmert e Julia Witt apresentou o trabalho da entidade e também foi apresentado o trabalho de organização da comunidade quilombola.

Após a abertura da reunião, a Equipe da FLD questionou sobre a execução do Projeto Vida Nova no Quilombo, apoiado pela entidade, que prevê a aquisição de equipamentos agrícolas, oficinas sobre produção agroecológica e acesso a mercado para a geração de renda na comunidade quilombola.

A Reunião foi acompanhada pelo Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, João Rui Dias Nunes e a Extensionista Rural da Emater Nitiele Rigola, representando as entidades que apoiadoras do projeto, bem como moradores e colaboradores da comunidade.


A FLD tem como objetivo apoiar e acompanhar programas e projetos de grupos organizados da sociedade civil que fortaleçam o protagonismo das pessoas e suas comunidades, promovendo qualidade de vida, cidadania e justiça social.
Foto: Tainara Marques
Foto: Amilton Camargo

terça-feira, 4 de agosto de 2015

FLD apóia Projeto de Inclusão Produtiva da Comunidade

A Fundação Luterana de Diaconia está dando apoio técnico e financeiro ao Projeto Vida Nova no Quilombo, que possibilitará as famílias da Comunidade Quilombola Corredor dos Munhos, fortalecer a produção de produtos hortícolas e frutas para inclusão na Feira Local e nos Mercados Institucionais.


O Coordenador da Comunidade, Amilton Camargo, acredita que o apoio da FLD vai ajudar não só na questão da produção, mas também na auto-estima das famílias. "Não é somente uma questão de melhorar a renda, é também um incentivo para as famílias olharem as potencialidades de cada lote." comentou Camargo.

O projeto apoiará as unidades para fazerem a produção resgatando a sabedoria dos antigos, usando sementes crioulas e com base agroecológica.

A FLD tem como missão: "apoiar e acompanhar programas e projetos de grupos organizados da sociedade civil que fortaleçam o protagonismo das pessoas e suas comunidades, promovendo qualidade de vida, cidadania e justiça social".

sábado, 18 de julho de 2015

Comunidade participa da EXPO ALTO CAMAQUÃ 2015



A Associação Comunitária Quilombo Corredor dos Munhós esteve participando da Expo Alto Camaquã 2015 que ocorreu no Centro Administrativo da Prefeitura Municipal de Bagé nos dias 10 a 12 de julho de 2015.

O evento é uma mostra das potencialidades econômicas e turísticas da região da parte mais alto do Rio camaquã, no Bioma Pampa, denominada Alto Camaquã.
A Associação apresentou os seguintes produtos: Cucas Caseiras com Recheios de Marmelada e Perada, Mel, Rapadurinha de Abóbora, Rosquinhas Caseiras e Artesanato em Lã.

O Presidente da Associação, Amilton Camargo, falou que a comunidade tem muitas potencialidades, inclusive turísticas que devem ser aprimoradas para apresentação para o público. " Nossa dificuldade com os alimentos é que precisamos de uma cozinha estruturada dentro dos padrões da legislação sanitária e ambiental para poder comercializar."
A Comunidade Corredor dos Munhós é um dos membros ativos da Rede de Produtores do Alto Camaquã - ReAC.


Cucas com doces típicos, pão de rolão, rapadura de abóbora, rosquisnhas e mel

terça-feira, 24 de março de 2015

Chega de Chorar...É hora de trabalhar

Foto: EMATER
Nossa Comunidade surgiu a partir da "abolição" da escravatura, recebendo o sobrenome de nossos antigos donos, a Família Munhoz de Camargo.

Vivemos, hoje em 07 famílias, em uma área de 40ha de terra, na Localidade da Mantiqueira em Lavras do Sul/RS.

Não temos conflito de terra, mas buscamos o reconhecimento enquanto comunidade quilombola por nossas raízes culturais e históricas e também para termos acesso ás políticas públicas governamentais para o público quilombola.

Em 2012 fundamos a Associação Comunitária Quilombo Corredor dos Munhós, com o objetivo de representar a comunidade e termos formalidade para atuar em projetos rurais.

Em 25 de outubro de 2013 recebemos o Reconhecimento da Fundação Cultural Palmares, como Comunidade Quilombola.

Ainda assim persiste a pobreza, as diferenças sociais e a dificuldade de acessar as políticas públicas da agricultura familiar.

Reclamamos muito, mas agora vamos trabalhar e vamos precisar de 100 investidores sociais pra nos ajudar a tocar nossos projetos de geração de trabalho e renda.

Investidores sociais são aqueles que disponibilizam recursos que podem transformar a vida de pessoas, gerando fortalecimento econômico e organização social com baixo impacto ambiental.

Chegou a hora de arregaçar as mangas e trabalhar por uma vida melhor no campo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

As pequenas comunidades rurais...

Nossa região é caracterizada por propriedades individuais que entremeam médias e grandes propriedades, há poucas comunidades rurais, com escola, igreja, cancha de bocha/carreira, campo de futebol, etc.

No entanto há as pequenas comunidades rurais formadas por 4, 5 até 10 famílias, que possuem um vínculo importante pois trocam serviço, trocam produtos e mantém acesa a chama do que chamamos de comunidade, ou seja, um grupo de pessoas que possui relações próximas do ponto de vista econômico e social.

As políticas públicas geralmente são desenhadas para atingir o maior público possível, então essas regiões onde há pequenas comunidades isoladas ficam alijadas do acesso a essas políticas.

Um exemplo muito comum são as estradas. Se a estrada beneficia um número grande de famílias de pequenos proprietários ou algumas propriedades maiores ela recebe mais investimentos do que uma estrada que serve a poucas famílias.

Na nossa comunidade basta realizar um serviço de 01 dia para que a estrada fique boa por muitos anos. Basta cascalhar 02 trechos com menos de 50 metros cada e colocar 02 bueiros. E já são vários pedidos junto a Prefeitura Municipal e ainda não saiu, com o argumento de que a comunidade possui poucas famílias.

No acesso à água ocorre a mesma coisa, foram vários projetos e até hoje nenhum saiu do papel. Nem um projeto específico para as comunidades quilombolas não saiu do papel e algumas famílias precisam de água urgente, tanto no Corredor dos Munhos como na Vila dos Corvos.

Vamos precisar somar forças pra que as pequenas comunidades não desapareçam.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Opinião: Conflitos de Terra em Lavras?

Todo mundo nos conhece do Quilombo Corredor dos Munhos, aqui de Lavras do Sul. Somos descendentes da Vó Chica escrava antiga que originou aquele núcleo. Somos filhos do Tio Abedão, do Ademar, do Vital e de outros tantos negros velhos daquela localidade. Trabalhamos em várias estâncias em vários lugares de Lavras do Sul.

Sempre fomos conhecidos como agricultores que plantam milho, feijão, batata-doce e que fazem as delícias como as cucas da Tia Erô e a marmelada da Tia José. E todo mundo sabe que cada um de nós tem meia dúzia de animais bovinos conforme o costume da região. E quando buscamos o reconhecimento enquanto comunidade quilombola foi pra revalorizar a nossa cultura, a nossa história e pra vencer a dificuldade de inserção nas políticas públicas da agricultura familiar.

Mas no Brasil a mídia só mostra as coisas ruins que acontece e as pessoas ficam com uma imagem equivocada das comunidades quilombolas. Tem gente que acham que nós estamos vivendo em conflito pela terra com as demais propriedades aqui da nossa volta e que os Quilombolas dos Munhos querem mais de mil hectares de terras (boatos de cidade pequena). Quando na verdade temos já há muitos anos consolidada a posse das áreas que estamos e o que pode acontecer é uma regularização documental das mesmas.

Nossos desafios é neste pedaço de terra, gerar renda para as famílias, conseguir uma estrada de qualidade para transportar pessoas, produtos e serviços, ter acesso a uma água de melhor qualidade para consumo humano (que apesar dos vários projetos, ainda não conseguimos concretizar) e construir habitações com melhor salubridade e habitabilidade.

Quanto ao conflito de terra não há, só há um conflito cognitivo na mente de algumas pessoas que não conhecem a sua realidade e vivem a partir do que é mostrado no Jornal Nacional ou no Jornal do Almoço. Temos que pensar a partir do local, valorizando as pessoas que estão ou que querem viver no meio rural, estas independente de serem quilombolas, agricultores ou pecuaristas precisam ser incentivadas e apoiadas, independente de serem muitas ou poucas famílias. Mas o assunto das necessidades diferentes e do número de famílias fica pra outro momento.

Amilton Camargo
Coordenador da Comunidade Quilombola Corredor dos Munhos

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Conheça a história do Dia da Consciência Negra

TREZE DE MAIO NÃO É DIA DE NEGRO
Tia José e Tia Bete no Encontro Quilombola
Foto: EMATER/ASCAR

NÃO FOI O NEGRO,QUEM O INVENTOU 
E A LEI ÁUREA FOI UMA MANEIRA ARRANJADA
DE EXCLUIR O NEGRO
DAQUELA PÁTRIA ONDE ELE TRABALHOU
VALHA-ME DEUS,SENHOR SÃO BENTO
O DIA DO NEGRO É 20 DE NOVEMBRO.

                                                Negro Afro
Zumbi dos Palmares nasceu em 1655, no estado de Alagoas. Ícone da resistência negra à escravidão, liderou o Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas no Brasil Colonial. Localizado na região da Serra da Barriga, atualmente integra o município alagoano de União dos Palmares.
Embora tenha nascido livre, Zumbi foi capturado aos sete anos de idade e entregue a um padre católico, do qual recebeu o batismo e foi nomeado Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre nas celebrações de missas. Porém, aos 15 anos, voltou a viver no quilombo, pelo qual lutou até a morte, em 1695.
Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da luta contra a escravidão, lutou também pela liberdade de culto religioso e pela prática da cultura africana no País. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra
Fontes: Fundação Cultural Palmares e Link: http://www.vagalume.com.br/officina-affro/negro-afro.html#ixzz3JcWjq6Vk

Porque 13 de Maio não é Dia de Negro?
No dia  13 de maio, um fato histórico, mas que não garantiu a integração do negro na sociedade, pois após a abolição os negros e negras não receberam nenhum tipo de indenização pelos séculos de trabalho escravo.
A abolição da escravidão não garantiu nem casas para os negros morarem, os ex-escravos saíram das senzalas diretamente para as favelas e periferias. Sendo assim, os negros foram historicamente condenados à marginalidade e negro se tornou sinônimo de exclusão social no Brasil. Por isso esse processo é entendido pelo conjunto do movimento negro como uma abolição inacabada.
Percebemos que atualmente a mídia da pouca atenção para a questão da exclusão dos negros na sociedade. E quando a questão negra aparece contém erros sociológicos e históricos graves. Por exemplo, recentemente a novela Sinhá Moça passou a ser reprisada no programa Vale a Pena Ver de Novo da TV Globo.

História inventada
O conto fala dos momentos finais da escravidão no Brasil, colocando como a filha de um Barão de café tinha pena dos escravos e lutava pelo fim da escravidão. Assistindo a novela recria-se um clima de politização onde as irmandades repletas de jovens brancos advogados lutavam pelo fim da escravidão por bondade. A novela Sinhá Moça tenta apagar a luta dos escravos pela sua liberdade e coloca todos os méritos nos brancos bons das irmandades abolicionistas.
Personagens como a Sinhá Moça reconstroem uma Historia do Brasil falsa e inventada. Não é verdade que o fim da escravidão tem como eixo principal à solidariedade dos brancos para com os negros. A historiografia não deixa margens para duvidas sobre esses eventos históricos. O fim da escravidão é marcado pela luta do povo negro por sua libertação e pela pressão inglesa para acabar com a escravidão, pois havia interesse por parte dos ingleses em aumentar o mercado consumidor para consumir os produtos industrializados frutos da Revolução Industrial. Sendo assim interessava aos ingleses o negro deixar de ser escravo para se transformar em um trabalhador assalariado.

Interesses econômicos atrás da Lei Áurea
Por outro lado, o fim da escravidão interessava também os senhores de engenho mais esclarecidos, pois concluíram que o trabalho assalariado era muito mais barato que o trabalho escravo. O escravo doente era tratado pelo senhor de engenho que assim perdia dinheiro, o mesmo tinha medo da perda de mais dinheiro caso sua “mercadoria” escravo viesse a morrer. O capitalismo tinha uma proposta para resolver esta situação para o latifundiário, pois caso o trabalhador assalariado ficasse doente seria demitido tornando a produção mais econômica. Sendo assim, alguns latifundiários aderiram ao projeto abolicionista para aumentar seus lucros.
A Historia é muito diferente dos contos e os interesses econômicos superam a suposta solidariedade de brancos para com negros. Entender esse processo é fundamental para combatermos o racismo em tempos atuais. 
O motivo do protagonismo da luta pela abolição não estar nos negros na novela Sinhá Moça é para que a classe trabalhadora não se identifique e não perceba que a transformação da sociedade só ocorre através da luta. Pelo contrario a intenção da novela conservadora é que os pobres assistam as mudanças da sociedade sem participação, deixando as mudanças para seus governantes.
A data 13 de maio de 1888 e a aprovação da Lei Áurea não podem ser representadas pela falsa e inventada bondade da princesa Isabel, pois havia interesses econômicos muito claros em jogo. O movimento negro exige a valorização da luta dos negros por sua libertação e por isso não reconhece o 13 de maio (data construída pela elite branca) como o dia principal de luta dos negros.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ajude nossos projetos

Interior de Lavras do Sul, município da Metade Sul do Rio Grande do Sul, na
região mais importante do Bioma Pampa, a Serra do Sudeste, 03 jovens comandam a Associação Comunitária Corredor dos Munhós, que possui ações em 02 comunidades quilombolas - Corredor dos Munhos e Vila dos Corvos - em ambas as famílias estão a margem do processo de desenvolvimento ocorrido na agricultura do RS. São 07 familías no Corredor dos Munhós e 05 famílias na Vila dos Corvos, em locais onde não são interessantes para o investimento público, ainda que ele aconteça através de políticas públicas do Governo Estadual e Federal, mas muito aquém das necessidades destas famílias.
A falta de investimentos nestas comunidades onde haviam dezenas de pessoas, levou ao empobrecimento, a falta de recursos financeiros, materiais e humanos necessários à organização familiar e a geração de renda nestas famílias.
Entre as principais demandas destas comunidades estão:
 - Melhoria na qualidade da habitação das famílias;
 - Investimento nas estradas de acesso ás comunidades (Colocação de Boeiros e Cascalhamento);
 - Investimento em Água Potável para consumo humano e uso doméstico.
 - Investimento em Equipamentos de uso coletivo, para a produção agropecuária e transformação dos produtos primários e artesanato com vistas à geração de renda;
 - Investimento em transporte (logística) dos produtos até a cidade, onde há um vasto mercado para a produção local.
 - Valorização do trabalho das mulheres e da juventude nas comunidades, visando por fim ao êxodo rural.
Para tanto necessitamos de um valor considerável de recursos para viabilizar estas 13 famílias, sendo calculado em R$ 100 mil, mas qualquer ajuda é de bom tamanho.
A Associação vive hoje das doações do Presidente, que se esforça para mantê-la aberta e de alguns associados.
O que ganho com isso?
Gratidão por vossa vida e pela vossa liberalidade.

Como vou saber da aplicação dos recursos?
Através do nosso Blog - quilombomunhos.blogspot,com - iremos publicar de forma transparente a aplicação dos recursos.

Como faço para ajudar?
Depósito em Conta: 
Associação Comunitária Quilombo Corredor dos Munhos
Banco do Brasil - Agência 0801-X Conta: 9029-8
Após o depósito enviar comprovante para: quilombomunhos@hotmail.com 

PAG Seguro: Entre no blog quilombomunhos.blogspot.com e no Banner à direita clique em Doar com PagSeguro. Você doa qualquer valor via Boleto, Cartão de Crédito, Débito em Conta ou Depósito Online.








Agradecimentos:
Amilton Cesar Camargo
Associação Comunitária Quilombo Corredor dos Munhos

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Bioconstrução: Valorizando o conhecimento dos antigos...



O conceito de Bioconstrução engloba diversas técnicas da arquitetura vernácular mundial, algumas delas com centenas de anos de história e experiência, tendo como característica a preferência por materiais do local, como a terra, diminuindo gastos com fabricação e transporte e construindo habitações com custo reduzido e que oferecem excelente conforto térmico (SOARES, 1998).
São geralmente técnicas simples que qualquer pessoa é capaz de fazer, coordenada ou não por profissionais, permitindo assim de serem chamadas técnicas de autoconstrução. Assim, elas incluem grande dose de criatividade, vontade pessoal do proprietário e responsável pela obra e o uso de soluções ecológicas pontuais adaptadas à cada caso.
As bioconstruções são um elemento importantíssimo da Permacultura, buscando a integração das unidades construídas com o seu ambiente, segundo o design permacultural estabelecido na área. Deste modo, a bioconstrução busca desde o planejamento,  execução e utilização, o máximo aproveitamento dos recursos disponíveis com o mínimo impacto.
Algumas das técnicas de bioconstrução são:
    • Terra: Pau-a-pique, Adobe, Super-Adobre, Cob, Taipa de pilão, Solocimento, Ferrosolocimento,
    • Fibras renováveis: Palha, Fardo Palha, Bambu
    • Coberturas vegetais
    • Ecossaneamento: Círculo de Bananeiras, Bacia de Evapotranspiração
    • Mosaicos: reutilizando materiais disponíveis
Fonte: IPOEMA

Minha casa dos sonhos por Amilton Camargo
Fonte: Revista Casa Abril

Comunidade participa do Projeto Alto Camaquã

A Comunidade quilombola Corredor dos Munhos participa do Projeto de Desenvolvimento Sustentável e Endógeno do Alto Camaquã, entre os interesses da comunidade no projeto estão a valorização de seus produtos, entre eles, ovinos, bovinos, mel, hortifruti e artesanato.
O Coordenador Cultural da comunidade, Vicente Munhoz, foi um dos primeiros produtores a comercializar dentro do projeto, através da Associação de Ovinocultores - ACOL, sendo comercializados em torno de 90 cordeiros, através do Projeto. De acordo com Vicente, a rentabilidade é maior do que no processo de venda no mercado comum, ressaltando a diferenciação no processo, que é o negócio ser dos próprios produtores.
Já o Presidente da Associação da Comunidade, Amilton Camargo é integrante do conselho técnico da ADAC, tendo o papel de auxiliar na formatação e na implementação dos diferentes projetos que a entidade tem em andamento.
Na última terça-feira, dia 24, a comunidade esteve representada pelo Vicente, Maria José, Ronaldo e Amilton na entrega de caminhões para a Associação para o Desenvolvimento Ssustentável do Alto Camaquã - ADAC. 
Vicente e Maria Luz - Vice-Presidente da ACOL

Representantes da Comunidade na entrega dos caminhões

domingo, 13 de abril de 2014

Comunidade participa da Conferência Regional de Economia Solidária


O Presidente da Comunidade, Amilton Camargo, participou da II Conferência Regional de Economia Soldiária, que ocorreu dia 02 de abril em Bagé, que tiou propostas e delegados para a III Conferência Estadual de Economia Solidária, entre elas, o fortalecimento de um sistema de apoio à ECOSOL e das organizações de Trabalhadores.
Na ocasião foram feitas conversas com André Mombach, do projeto Km21, para organização do Fórum de Economia Solidária em Lavras do Sul. As primeiras ações estão previstas para maio.

Comunidade decide projetos a serem apoiados em 2014


A Comunidade reuniu-se no dia 15 de março para elaboração dos projetos a serem apoiados em 2014, entre eles destacam-se:
- A produção de ovinos e bovinos em campo nativo e participação na Rede de Produtores do Alto Camaquã;
- Apoio ao Artesanato Rural, com produtos locais, organizado pelo grupo de mulheres;
- Apoio a produção de olerícolas e frutícolas de base agroecológica;
- Criação de Projeto da Culinária Rural, com produtos locais, organizado pelo grupo de mulheres;
- Ações Culturais locais, valorizando a história do nosso povo;
- Construção de Habitações Rurais com qualidade através do Minha Casa, Minha vida;
- Documentação das Pessoas da Comunidade no âmbito produtivo e social;
- Busca de recursos, convênios e realização de campanhas para viabilização dos projetos, bem como acesso á água, estradas e infra-estrutura comunitária básica.
Além disso ficou acertada a realização de reuniões mensais para organização social da comunidade.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pecuaristas Familiares pedem reconhecimento do Governo Federal e Políticas Públicas

Pecuaristas Familiares pedem reconhecimento do Governo Federal e Políticas Públicas
 
    Lideranças Ligadas aos Sindicatos de Trabalhadores Rurais, Associações de Produtores e órgãos como EMATER, EMBRAPA, SDR, SEAPPA, UNIPAMPA, CONDER, bem como prefeitos e vereadores das regiões Sul, Campanha e Fronteira-Oeste estiveram presentes ontem no Encontro Regional de Discussão de Políticas Públicas para a Pecuária Familiar, realziado no CTG Prenda Minha. O Evento teve início ás 14:30horas, e foi apresentado pelo Sr. Cláudio Marques Ribeiro da EMATER Regional Bagé um diagnóstico da pecuária familiar no RS e após as demandas dos pecuaristas familiares pelo Sr. Nelson Wild – 2º Vice-Presidente da FETAG/RS.
 
    De acordo com Ribeiro o diagnóstico foi realizado para mostrar onde estão os pecuaristas familiar, qual seu modo de vida e as principais dificuldades dos mesmos. “ No estado nós temos mais de 60 mil famílias que vivem da produção de bovinos e ovinos de corte e a maioria vivem na Metade Sul. Esses produtores têm nas suas propriedades, 3 milhões de cabeças de gado, sendo que o rebanho do Estado são de 13 milhões de cabeças. Isso mostra a importância econômica para nosso Estado”, colocou.
    Já Wild mostrou que os Sindicatos tem dificuldades na hora de enquadrar os pecuaristas familiares nas políticas públicas existentes hoje e que é preciso criar políticas públicas específicas para este público. “ Temos muitas demandas como acesso á agua para consumo humano e animal, habitação, centros de manejo e melhoria da produção e da comercialização e também pedimos a ampliação da área de enquedramento nas polítcas públicas do Governo Federal”, salientou.
 
    Na participação dos pecuaristas familiares e entidades presentes, foi colocado que os governos tem que ter um olhar melhor para a produção da pecuária de corte familiar nas regiões com ambientes frágeis e no Bioma Pampa, utilizando técnicas conservacionistas do campo nativo e o olhar de preservação dos recursos naturais, sendo colocada a importância da pecuária familiar para conservação destes ambientes bem como da cultura local.
    O Deputado Federal Elvino Bohn Gass colou que vai trabalhar para alterar a legislação para voltar a enquadrar os pecuaristas familiares. “Vamos trabalhar no  Congresso para voltar a legislação para enqudrar o pecuarista até 6 módulos como era antes. É difícil pra quem não é da região entender a importância disso pra Metade Sul do Estado.” falou Bohn Gass.
 
    O Secretário de Agricultura Familiar do MDA, convidado para o encontro falou das ações que estão sendo realizadas pelo ministério, colocando as políticas públicas que estão dentro do Plano Safra 2013/2014, se compromentendo a estabelecer um diálogo com as entidades de representação da pecuária familiar no país para construção de um programa a ser lançado no próximo Palno Safra. “Nós podemos pensar nesta questão do melhoramento genético nas propriedades, na atenção maior com a ATER para este público, na valorização dos conhecimentos que estão sendo construídos aqui, mas isso acontecer tem que ser dialogado com as lideranças do setor”, frizou Bianchini.

    De acordo com Milton Brasil, presidente da Associação Regional Fronteira, idealizador do evento, o encontro serviu pra buscar o reconhecimento do pecuarista familiar nas políticas públicas do Governo Federal, precisamos avançar nas políticas sociais como a Previdência, crédito, assistência técnica, água, para melhoria das condições de vida da pecuária familiar. Vamos seguir nesta luta que começou em Bagé e se expandiu para o Brasil” Entre os encaminhamentos do Encontro ficou definida uma agenda de atividades em conjunto, para realizar a definição de ações estratégicas para a Pecuária Familiar para serem encaminhadas para o MDA, bem como para setores dos governos municipais e estadual.